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FRATURA DO ESCAFÓIDE

A fratura do escafóide é a segunda fratura mais comum do punho (a primeira é a do terço distal do rádio), e é a fratura mais frequente dos ossos do carpo (pequenos ossos do punho). Essa lesão tem peculiaridades e necessita de acompanhamento com o especialista em cirurgia da mão, pois complicações decorrentes de sua fratura são comuns.

O punho é composto pela extremidade dos ossos do antebraço (rádio e ulna), que se articulam com os oito ossos do carpo (trapézio, trapezóide, capitato, hamato, escafoide, semilunar, piramidal e pisiforme). Os ossos são conectados por ligamento, que ajudam a manter a estabilidade e a movimentação do punho.

 

O escafóide é o osso do carpo que se localiza na base do polegar, e é o mais comumente fraturado. Esse osso é dividido em três porções: pólo distal, colo e pólo proximal. Ele tem como característica uma vascularização retrógrada, ou seja, que vai do pólo distal para o pólo proximal. Por esse motivo, a fratura do pólo proximal dificulta a vascularização desse fragmento, podendo dificultar a cicatrização do osso.

CAUSAS

 

A principal causa de fratura do escafóide é a queda sobre o punho em extensão. 

É mais frequente em homens jovens, ao redor dos 25 anos de idade. Em muitos casos, o trauma ocorre durante atividades esportivas, mas pode ocorrer também em traumas de maior energia, como por exemplo acidente automobilístico. 

 

 

 

 


 

 

 

SINTOMAS

 

O paciente apresenta dor na borda radial do punho, próximo à base do polegar, associada a sensibilidade à palpação dessa região, inchaço e limitação dos movimentos do punho.

Durante o exame físico, é possível localizar a dor através da palpação do osso.

Após alguns dias do trauma, a dor pode diminuir, e dessa forma o paciente pode não procurar o atendimento médico. Entretanto, é de extrema importância que o paciente seja avaliado em poucos dias após o trauma, pois uma das possíveis complicações dessa fratura é a não consolidação (cicatrização) do osso no período esperado, principalmente caso não seja feito o tratamento adequado.
 

DIAGNÓSTICO

 

O diagnóstico é feito pelo médico através da história e queixas do paciente, associadas ao exame físico, e a confirmação é feita através do exame de imagem. Inicialmente são realizadas radiografias do punho, para identificar a lesão. A tomografia pode ser realizada para melhor estudo da fratura e planejamento do tratamento.

Em cerca de 30% dos casos, a fratura é oculta, ou seja, não aparece nas radiografias iniciais (só aparece aproximadamente 2 semanas depois do trauma). Nesses casos, o melhor exame para avaliação da fratura é a ressonância magnética.
 

TRATAMENTO

 

A decisão sobre o melhor método de tratamento da fratura escafoide depende de alguns fatores, como: localização da fratura, grau de desvio, idade do paciente, nível de atividade do paciente (quais as atividades diárias do paciente).

 

O tratamento conservador pode ser indicado em fraturas do colo e pólo distal sem desvio, pacientes idosos ou com baixa demanda, ou em caso de comorbidades clínicas que contraindicam a cirurgia. Nesse caso, o tratamento é feito com gesso durante cerca de 3 meses. O gesso é inicialmente axilo-palmar (da mão até o braço) e após algumas semanas de tratamento pode ser alterado para antebraquiopalmar (da mão até o antebraço). O tempo de imobilização também varia de acordo com localização da fratura, idade e comorbidades do paciente.

 

 

CIRURGIA

 

Caso seja indicado o tratamento cirúrgico, a técnica mais utilizada é a fixação percutânea. Nesse caso, a redução da fratura é realizada com o auxílio do intensificador de imagem, e a mesma é fixada com um parafuso que é colocado sem necessidade de grande corte na pele, apenas o necessário para a entrada do parafuso. 

 

O escafoide é um osso com a vascularização limitada, o que influencia diretamente na consolidação de uma fratura. Em alguns casos, mesmo após o tratamento cirúrgico adequado, a consolidação não é obtida dentro do período esperado, o que chamamos de pseudartrose.

 

Não existe uma causa única para a pseudartrose, mas existem fatores que estão relacionados a essa complicação, como por exemplo: fraturas do pólo proximal do escafoide, atraso no início do tratamento, fraturas instáveis.

 

Caso haja pseudartrose, deve ser feita uma nova abordagem cirúrgica. Nesse caso, é indicado o acesso convencional na pele, para visualização do osso, enxertia e nova fixação.

Ficou com alguma dúvida? Me envie sua pergunta!

 

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