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FRATURA DO PUNHO
(EXTREMIDADE DISTAL DO RÁDIO)

A articulação do punho é formada pela região distal dos ossos do antebraço (rádio e ulna) e os ossos do carpo, conectados por ligamentos.

Existem dois grupos de pacientes que geralmente apresentam fratura do punho:

  • Pacientes com mais de 60 anos, principalmente mulheres: nesse caso, geralmente o trauma é de baixa energia (queda da própria altura);

  • Jovens: devido a traumas de alta energia (acidentes de trânsito).

 

Após a menopausa, os fatores hormonais podem causar a osteoporose, que é uma doença óssea. Devido às alterações hormonais, o paciente apresenta fragilidade óssea, aumentando a chance de fratura em caso de trauma, mesmo que de baixa energia. Assim, é imprescindível que mulheres nesse período sejam avaliadas e tratadas, caso necessário, evitando fraturas.

DIAGNÓSTICO

 

Em alguns casos, logo após o trauma é possível observar além da dor, edema (inchaço) e deformidade no punho. Porém, mesmo sem deformidade ou edema, é possível que haja fratura, e o paciente deve procurar atendimento médico.

O exame realizado para diagnóstico é a radiografia, e em alguns casos é indicada a tomografia computadorizada, que auxilia a avaliar a gravidade da lesão e planejar o tratamento.

TRATAMENTO

 

O objetivo do tratamento é a consolidação óssea na posição mais anatômica possível (mais próxima da normalidade). 

O tratamento conservador é realizado com gesso axilopalmar, e é indicado em casos de fraturas estáveis (extra-articulares, sem desvio).

Em casos de fratura instável, o tratamento cirúrgico é indicado. Ele pode ser feito através da fixação percutânea com fios metálicos, fixação com placa e parafusos, fixador externo.

COMO É O PÓS-OPERATÓRIO?

 

Na maioria dos casos, após a cirurgia é feita imobilização gessada do tipo antebraquiopalmar (da mão ao antebraço).

 

O primeiro curativo é feito no consultório, 7 dias após o procedimento, e os pontos são retirados em cerca de 14 dias.

 

Após o período de imobilização, o paciente é encaminhado à fisioterapia.

COMPLICAÇÕES

 

  • Rigidez;

  • Deformidade;

  • Artrose;

  • Diminuição da força.

 

As complicações são mais frequentes caso o tratamento adequado não  seja realizado.

Ficou com alguma dúvida? Me envie sua pergunta!

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